Quem tem cripto pode cobrir a posição spot abrindo short num perpétuo ou num futuro da mesma moeda: se o preço cair, o short ganha aproximadamente o que o spot perde. As coberturas podem ser totais ou parciais, e as coberturas entre ativos diferentes, como abrir short em BTC para proteger um cabaz de altcoins, são mais simples mas menos exatas. O hedging reduz o risco e também limita o potencial de subida enquanto estiver ativo.
Exemplo
Tem 2 ETH, agora a valer $3 000 cada, e espera uma semana volátil. Abre um short de 2 ETH num perpétuo a $3 000. O ETH cai para $2 700: a posição spot perde $600 e o short ganha $600, menos comissões e funding. Se o ETH tivesse subido para $3 300, o ganho no spot teria sido anulado da mesma forma.
Porque é importante
O hedging permite manter uma posição de longo prazo, por exemplo para evitar realizar uma mais-valia tributável ou para continuar a receber recompensas de staking, eliminando o risco de preço de curto prazo. É também a base de estratégias neutras face ao mercado, como os trades de basis e de funding.
Erro comum
Abrir a cobertura noutra exchange, ou em margem cruzada, sem verificar o seu preço de liquidação. Se o preço disparar, o short pode ser liquidado enquanto o spot está noutro sítio, deixando-o sem cobertura no pior momento possível.
Pôr em prática
Perguntas frequentes
- Posso fazer hedging na mesma exchange com o modo hedge?
- Sim. O modo hedge permite ter um long e um short no mesmo contrato ao mesmo tempo. As duas pernas pagam comissões e funding, por isso raramente sai mais barato do que simplesmente reduzir a posição.
- O hedging custa dinheiro?
- Custa comissões de trading e, nos perpétuos, funding, que paga ou recebe conforme a taxa. Uma cobertura com futuros com vencimento também fixa o basis.
- Hedging é o mesmo que delta neutro?
- Uma cobertura total torna uma posição delta neutra, por isso o seu valor quase não muda com pequenos movimentos do preço. Uma cobertura parcial reduz a exposição sem a eliminar.